quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dois


Existe o momento do nada sentir
E do sentir tudo
Ao mesmo tempo
Como se fôssemos dois
Em um
E somos de fato
Apenas um

Um turbilhão
De emoções revolvendo por dentro
Dispara o coração
O sono não vem
E lá dentro você se pergunta:
Quem?
Quem anseia quem?

No outro extremo um completo vazio
Uma ausência
A tua já conhecida e saudosa
Memória
Dolorosa

Eis que chega a verdade
E diz:
Um só corpo vivendo a angústia de ser dois
Que assim seja, ora, pois

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