Cada um tem uma casa.
Algumas enormes, outras minusculas.
Coloridas ou em preto e branco.
Casas com goteira ou com colcha e almofada.
Casas com jardim ou sem privada.
Casas.
Construimos nossa casa quando nascemos.
Tijolo a tijolo.
E quando crianca sao nossos pais que colocam as nossas paredes.
Fixam os nossos limites.
Porem, crescemos.
E entao moldamos o nosso telhado.
Goteja, as vezes.
E percebemos o desvio do nosso olhar.
Miravamos o ceu, as estrelas.
E nos esqueciamos da telha.
Entao a casa nos chama.
E eh preciso dar-lhe atencao.
Olhar para as paredes, reconhecer os limites.
Curvar-se.
Eis que entao vem a chuva.
E nada de gotejar.
Sim, eis a hora de sair para fora.
Cuidar do jardim.
Das flores, macieiras, mangueiras.
Bebericar agua junto com o beija-flor.
Abrir as janelas.
Ah
Eh chegada a hora de abrir as janelas....
O sol raia la fora.
O vento sorrateiro sopra nas folhas.
Vem e vao os passaros, cantando.
A casa esta pronta.
Aberta.
Podemos agora receber outrem.
Somos alguem.
Casa.
Asa divina.
Divina asa.
Casa.
Uau! Que poesia!
ResponderExcluirAmei muito!
beijos
Obrigada por ler e gostar! Aprecio muito que tenha gostado... Poetizando na aula de pesquisa, rs! Pesquisando o interior do meu interior para brincar com as palavras e delas fazer uma grande diversão!
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