quarta-feira, 1 de junho de 2011

Família

                                                                 
Ontem tive a perfeita sensação do que é fazer parte de uma família. Comendo pizza e frango frito, a família conversava. Cada um manifestava a sua opinião e era aceito com ela. O pai, no lugar de pai, aconselhava a filha mais nova sobre o que fazer em relação a carreira. A filha mais velha dialogava com a mãe. Contava à ela os dilemas do dia, da vida. E todos celebravam o fato de estar ali, em paz. Nada demais, nada de especial. Simplesmente família.
E o quanto é difícil quatro pessoas conviverem bem debaixo do mesmo teto. Quatro personalidades, quatro vidas diferentes, quatro pontos de vista que tem que se coadunar, conviver em harmonia. Enquanto isso é um dever, um "tem que ser assim", não dá certo, mas quando passa a ser uma opção, funciona. Pode ser assim.
Enquanto cada um quiser ditar ao outro sobre o que fazer, como ser, não vai dar certo. Quando tivermos liberdade nas relações e respeito quanto ao modo de ser de cada um, funcionará. É a nova era das relações familiares, sem confusão de papéis mas sem restrições de expressão. Cada um expressa-se como quer, respeitando também os limites do outro de não aceitar. E assim quatro pessoas vão convivendo, buscando se auto afirmar nesse caminho tortuoso que é a vida. Buscando se ajustar ou desajustar, depende das circunstâncias. Prontos para uma nova jornada, creio que é esse o espírito da minha família. Abertos a uma nova forma de conviver e de ser.

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