quarta-feira, 15 de junho de 2011

Já nem sei mais


Estou aqui
Se inteira ou em pedaços
já nem sei mais
parte de mim amanhece
outra parte, anoitece
e nessa manhã há gozo, contemplação, alegria
nas noites há medo, espanto, nostalgia
Se fico ou se parto
já nem sei mais
aquela que parte leva consigo alteridade
a que fica, permanece, com saudade
Se vivo ou se morro
já nem sei mais
a que vive enxerga poesia, ouve os pássaros, é toda alegria
a que morre é solitária, oca, melancólica, vazia
Um turbilhão de sensações
nenhuma verdade definida
É essa a vida que sempre finda?
Ou é a morte que nunca termina?
Já nem sei mais

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