sexta-feira, 17 de junho de 2011

Um menino...

Há várias formas de amor.
Podemos amar nossos pais, irmãos, amigos, podemos amar nosso país, nosso time de futebol, nosso Deus.
Não importa a forma do amor, o que importa, verdadeiramente, é o fato de que as lembranças, de qualquer amor, não cessam.
Conheci um menino de 5 anos e com ele experienciei momentos muito significativos da minha vida.
É um menino muito, muito, muito marcante. Sagaz, eloquente, inteligente.
Com ele eu briquei de ser Harry Potter, de ter varinha mágica de condão que fazia os cachorros latirem, brinquei de jogos, de luta. Com ele vi desenhos, desenhei, pintei. Éramos, os dois, crianças a se divertir pela vida. Tínhamos uma capa da invisibilidade e podíamos passar desapercebido pelos outros. Compartilhamos momentos, truques, segredos.
Mas como somos tocos e nossa vida, um rio, fizemos caminhos diferentes nessa travessia. Ele continua sua jornada em algum lugar, bem, bem distante daqui e eu continuo a minha.
Já não nos vemos mais e nem nunca mais nos veremos.
O que ficou desse menino foi uma única coisa, que o tempo não tira: uma doce lembrança.
É por isso que digo, a lembrança, quando é de amor, não cessa.
Poderei ter 30, 40, 50 anos e esse menino continuará vivo em minha memória. Sua voz, face, trejeitos, tudo. Nada me escapa, tudo me dilacera.
Por dentro sou só saudades... É isso o que sinto sobre esse menino: uma saudade doida, daquelas que dá vontade de sair na rua e gritar: alguém viu meu amigo?
Um amigo, do peito.
E cá comigo a vontade de que tudo na vida dele corra perfeitamente bem. Mas eu sei que não vai correr, porque a vida é sinônimo de atribulações, complicações, pegadinhas. Então que ele tenha forças para superar tudo e que continue sendo sempre, um menino. Quando adulto, que ele não se esqueça da magia das nossas brincadeiras e de todos os bons momentos que vivemos juntos.
Adeus menino, você deixou saudades. Siga e não se esqueça, te amo de verdade!

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