Está aí algo dificil de se escrever sobre...
Tenho a sensação de que na maior parte das vezes estamos felizes mas não nos damos conta de que estamos.
Passamos pela vida, apressados, e nem notamos que estamos felizes.
Em meio ao caos da cidade grande, encontrar um passarinho amarelo bem diante de nossos olhos é motivo de felicidade. Mas estamos preocupados com o horário, com a conta bancária, com nossos relacionamentos, que nem nos damos conta de que o passarinho pousou lá. E só quando ele vai embora fica a vaga lembrança de que naquele instante estávamos felizes. Mas aí já é tarde, o momento se foi...
Quando encontramos alguém que não víamos há séculos. Está aí um motivo de grande felicidade. Mas a pessoa se vai e não nos deixa a sua presença. Então passamos a sofrer a ausência daquilo que foi bom.
Ou então o motivo mais evidente e corriqueiro de todos: apaixonar-se! Quando nos apaixonamos perdemos o chão e a pessoa amada vira o céu onde passamos a estar. Nas nuvens, como diz o dito popular. E tudo é motivo de felicidade! O perfume que o outro usa, a cor da sua blusa, seu toque, seu cheiro, seu caminhar, tudo nos fascina, tudo nos leva a sonhar e a querer sempre mais. Mas assim como a paixão chega, ela vai embora. E se chega de mansinho, vai-se a galope. Perdemos o ser amado e fica consagrado o direito a tristeza e a dor.
Por isso é que digo ser raro o instante verdadeiro de felicidade. Porque nos apegamos as coisas ruins e fazemos delas a nossa realidade. Mas com atenção e sabedoria para com a vida, tudo pode ser diferente. Podemos ser mais constantemente felizes. Podemos viver melhor.
O encontro com a natureza, com o simples, a reunião em família, o encontro com os amigos, o por do sol, as estrelas, a lua, tudo pode ser motivo de felicidade se estamos atentos a isso e não ao resto.
A felicidade mora dentro da gente. Basta ter olhos, basta saber ver.
Lindo, Cah.
ResponderExcluirVocê tem razão: temos que saber enxergar o que, muitas vezes, não nos é visível.
é isso mesmo Gigi... é como a água que nos escapa pelas mãos, assim é a nossa visão... seletiva, rigorosa, e por vezes, cega!
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