Eu não quero te querer
O que quero
Realmente
É entender o porquê te quero
Eu não desejo te desejar
O que desejo
Realmente
É entender o porquê te desejo
Dêem-me os motivos
Tragam-me as razões
E assim cesso eu de sofrer
Cessa minha alma de padecer
Nesse céu negro e sem vida
Que é a morte dos meus sentidos
Já fracos
Já dúbios
Já dilatados
Pelo peso de não poder
Sentir
Cerrem-se as portas do não saber ser
E abram-se as cortinas da sanidade
Deixem entrar luz pelas frestas
Já que aqui não areja vento bom
Preciso sentir qualquer coisa que seja
Chuva molhada a escorrer pela face
Faça-me mais sã, mais alerta
Desperta, sensorial
Guia-me por tuas veredas tranqüilas e molhadas
E juntas, iluminemos as alamedas floridas
Preciso de qualquer coisa que seja
Pra chamar de minha
Nem que seja tu
Chuva minha
Só minha

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